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  • Má oclusão dentária e mundo moderno: causas e soluções

    Saber as causas da má oclusão dentária podem facilitar no seu tratamento, proporcionando soluções mais eficazes e um tratamento oclusal menos invasivo.

      Um pioneiro no tema, o Dr. Weston Price realizou estudos sobre a má oclusão dentária dentária, analisando a dentição de aproximadamente catorze culturas, entre esquimós, aborígines e tribos, na África e no Alaska. O estudo realizado mostrou que os povos em questão não mantinham contato com dietas processadas, as dietas modernas com as quais estamos acostumados, e por consequência, também não apresentavam problemas na estrutura dentária, como cáries e má oclusões. Ou seja, o Dr. Price concluiu que um dos responsáveis pela ocorrência de má oclusão dentárial é o consumo de dieta macia, e isso por que, pelo fato dela ser previamente processada, exige pouco dos dentes, que acabam por se atrofiar. Mas o trabalho apresentado pelo Dr. Price não apresentou o rigor teórico, que é exigido pela literatura científica e que classifica como pesquisa séria e fundamentada. Assim, pesquisas seguintes acabaram provando que a teoria dele era precipitada em alguns pontos. Outro cientista, o Dr. Begg, também desenvolveu estudos em tribos aborígenes, neste caso, australianas. O cientista percebeu que todos os indivíduos participantes da pesquisa, apresentavam desgaste oclusal e proximal ideais para a incidência de uma oclusão dentária saudável. Deste modo, o Dr. Begg concluiu que o desgaste proximal na casa de meia polegada por arco era algo que, era mais do que normal, era necessário, e para solucionar o problema da falta de espaço, o cientista propôs uma ação um tanto agressiva: a extração de dentes para proporcionar o desgaste proximal ideal. A teoria, conhecida como a “Hipótese de Begg”, propõe a retirada dos dentes ainda que eles estejam sadios, para manter a oclusão dentária saudável. Mas a proposta de descobrir as soluções – menos invasivas – para a má oclusão dentária prosseguiram no meio científico da odontologia, e R. S. Corrucini trouxe uma nova luz à teoria do desuso do Dr. Price, mas desta vez com fundamentação científica satisfatória, demonstrando que a mandíbula do indivíduo moderno não cresce em todo seu potencial, a menos que sejam esforçadas no período de desenvolvimento, a infância. Em suma, a teoria de Corrucini consiste na má oclusão dentária como resultado da pouca tensão ao mastigar, já que as comidas são pré processadas. A falta de uso causa menor crescimento da mandíbula, que se torna pequena para abrigar todos os dentes, causando apinhamento, falta de espaço para o desgaste saudável e a má oclusão dentária.  

    Como acompanhar casos de má oclusão dentária?

      Que a má oclusão dentária é um problema da sociedade moderna, já tivemos a comprovação, mas o que precisamos fazer, já que é uma situação quase inevitável? É acompanhar os casos de perto, para evitar que se tornem casos mais complexos. A conscientização dos pacientes é fundamental nesse momento. O acompanhamento de casos com próteses é ainda mais importante, para garantir que as medidas adotadas na reabilitação estão de acordo com as necessidades fisiológicas do paciente. Acompanhar a evolução oclusal é fundamental também nesse momento. A sociedade moderna, além de oferecer alimentos cada vez mais macios, também proporciona que a tecnologia avance sempre no sentido de oferecer soluções que facilitam este tipo de trabalho. Acompanhar o quadro evolutivo de um paciente que acaba de passar pela reabilitação oral com próteses, sejam individuais ou totais, inferiores, superiores ou ambas, pode se tornar muito mais precisa e eficaz, com a ajuda de medidores oclusais digitais. Algumas tecnologias ainda não chegaram ao país, mas se você quiser ter total controle sobre os tratamentos oclusais dos seus pacientes, com resultados extremamente fiéis e precisos, pode contar com a Bausch, que oferece o Occlusense, um equipamento com alta tecnologia, com custo acessível. Em breve o OccluSense estará disponível. Saiba mais sobre o seu funcionamento no site occlusense.com.br.   Entre em contato e saiba mais!

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